terça-feira, 15 de junho de 2010

Poemas e histórias

Vou voltar a escrever poemas e histórias. Isso é coisa minha.

O alienista

Se vocês não leram O alienista, de Machado de Assis, deveriam. Esse conto me fez compreender um pouco mais sobre o gênero humano e sua suposta sanidade. Estes últimos tempos, então, me deram a certeza de que em primeiro lugar eu não consigo controlar minha ansiedade sem a fluoxetina. Segundo, a maioria das pessoas são hipócritas, fingem para si mesmas até em frente ao espelho. Não se enxergam, ou são exageradamente auto-centradas. Cada qual com seu umbigo, mas expondo o umbigo do outro. Você já reparou que tem um monte de gente de telhado de vidro jogando pedra no telhado alheio? Interessante, isso, bem interessante. E parece que quanto mais velho se fica, mais bobo, mais hipócrita, mais fingido se fica. Caramba, tenho que me cuidar, não quero entrar para esse rol.
Mas voltando ao alienista, quem será o louco, o que se encontra em posição de decisão sobre quem fica fora ou dentro? Bem, vale a pena ler. Depois você me conta como pode relacionar a história com sua vida. Com nossa vida.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Tudo clareando 2

Agora o sol anda saindo dentro de mim também, depois de meses sob a chuva. Não só externa como interna, mas as conversas entre linhas, as amizades constantes, o apoio das pessoas queridas fizeram uma grande diferença neste percurso, como sempre. Obrigada e todos os amigos e amigas que me ouviram e que me ouvem quando preciso de ouvido, e que me deram e dão um chacoalhão quando preciso de um chacoalhão, e que me deram e dão afagos quando preciso de afagos. Amig@s e família são tudo na vida. Beijos!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

tudo clareando

Como o dia que traz o sol e o calor, os dias começaram a me trazer a paz. Essa sensação é impagável.

sábado, 5 de junho de 2010

Como eu queria ser

Eu queria ser durona. Não sentir nenhuma dor quando acho que alguém me magoou, queria me sentir legítima e me alimentar da minha legitimidade, e não ficar me sentindo como se eu estivesse eternamente errando. É possível que eu esteja sempre errando comigo? Que esteja sempre fazendo as escolhas erradas? Que esteja sempre me magoando com minha maneira de enfrentar a vida, as rejeições, as diferenças? Acho que existem coisas que ultrapassam isso, que é território do outro, que não depende de mim. Depende de mim me incomodar mais ou menos, mas por que me incomoda tanto? É assim que eu queria ser, durona, e não me importar. Nao dar a mínima. Ser gigante para mim mesma. Mas não consigo ser gigante para mim mesma, estou me sentindo pequena e frágil porque não consigo resolver meus conflitos e não consigo me livrar da dor. Esse abismo que se abriu "pode ser um novo começo". Começo de quê? Começo de quê, se não há o que começar, se não há como começar agora? Se isso que estou trazendo neste momento não me deixa espaço para começar nada? Retomar as trilhas, reviver os sonhos, encontrar novos caminhos. Eu quero tanto que isso aconteça. Logo. Que esses caminhos apareçam logo para eu sair desse pedaço de lama em que me sinto atolada. Tenho a sensação de que construi um atoleiro e agora tenho dificuldades de sair dele. Quando não percebi, não quis enxergar os sinais, quando fiquei cega, construi meu atoleiro emocional. E a vida segue seu curso, e eu fico me debatendo em questões pessoais que tento engolir sozinha, como todos nós. Sós, como nascemos.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Lagartas

Ontem sonhei com lagartas, aquelas que viram borboletas. Havia muitas, e elas se transformavam rapidamente em uma grande variedade de borboletas roxas, amarelas, azuis, verdes. Davam voltas pelo jardim numa incrível harmonia. No mesmo instante em que eu as olhava, reparei num pequeno inseto que encostava nas flores amarelas da casa ao lado. A princípio me pareceu uma abelhinha, ou uma mariposa, e suas asas batiam tão rápido, e o inseto era tão peludinho! Foi então que me dei conta de que aquilo que eu pensava ser um inseto era um beija-flor em miniatura, uma preciosidade da natureza com seu humhumhum docinho, e a rapidez de seus beijos!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Amor

Amor vai deixando marcas no caminho, marcas pequenas, um grão aqui, outro ali, vai construindo a base sólida com pedaços de pedra, com cimento, com areia, cal, vai deixando firme o que terá que ser. Não cai com o vento, não se desmancha com a chuva, pode ficar encoberto sob o mato, mas continua lá.