segunda-feira, 4 de abril de 2011

Morro do Lampião




Um encontro e um convite inesperado numa noite de samba em Santo Antônio de Lisboa me levou, no domingo pela manhã, a pular da cama e sair com uma amiga para a trilha do Morro do Lampião, aqui pertinho de casa. 
Saímos por volta de 10 da manhã, dia ensolarado mas não muito quente, protegidas pelo bloqueador solar, com água, bananas e muita disposição. De um grupo de várias pessoas, só fomos as duas corajosas, a amiga que me convidou e eu. Caminhamos pela Av. Campeche até a Rua Pau de Canela e seguimos por esta até a altura da entrada do morro. A princípio, o fôlego deu legal. As duas, animadas, ela de bermudas jeans, sapatos e meias de caminhada, e eu de calça de moleton (vermelha...rsrs), porque sei muito bem como adoro me arrebentar nas pedras e me arranhar nas plantas. Os tênis, aquele par marrom que comprei para fazer caminhadas quando fui para a Inglaterra, e me serviram maravilhosamente para as trilhas de Floripa. 
Subimos, subimos, subimos e subimos, e parávamos a cada tanto tempo para ganhar fôlego, tirar fotos, rir de nosso pouco preparo físico. Difícil olhar para cima. Minha amiga me ensinou a não ficar pensando no tempo que falta, não olhar para cima, mas pensar em cada passo do caminho. Comentamos que assim devemos também fazer na vida. O passado só ajuda a entender melhor o passo presente. Que é legal que nos concentremos no que estamos vivendo no momento, ao invés de ficarmos vivendo o passado ou pensando no que virá amanhã.


Paisagens lindas ficavam às nossas costas, e no meio do caminho encontramos pessoas, brincamos, rimos, falamos da vida, filosofamos. 
Depois de algumas paradas, chegamos a uma das pedras do topo do morro. Ali sentamos e fotografamos a costa leste da Ilha de Santa Catarina, paisagens lindas, recortes desde o Costão do Santinho até o Campeche. Dava para ver o recorte da Lagoa da Conceição e a imensidão de Moçambique. Ali na pedra encontramos uma gurizada legal. Assim que a gurizada desceu, subiu um rapaz...de bicicleta! Fiquei pensando como ele conseguiu a proeza. E como desceu, depois, com tanta pedra solta e descidas íngremes. Coisas de bikers....rsrs

Fomos à outra pedra, de onde se vê a costa oeste. Desde Ribeirão da Ilha até Carianos, e no cantinho dava até para ver a Ponte Hercílio Luz. Ali fotografamos mais, tomamos água, comemos bananas, rimos e filosofamos. 
Depois de um tempo que voou de tão bom, descemos a encosta, sempre registrando nas câmeras nossas impressões dessa paisagem linda.
Coroamos nosso passeio com um banho na piscina de uma amiga, e depois com um delicioso almoço no Nutri, na Armação.
Agradeço a minha amiga a companhia maravilhosa, solidária, divertida, e a oportunidade de conhecer essa trilha. Moçada, depois desta, estou certa que haverá muitas!!!

London River: nào percam

Se vocês ainda não assistiram Destinos Cruzados (London River, 2009), não fazem ideia do que estão perdendo. Não sou crítica de cinema, mas sei apreciar um bom filme, e esse é um bom filme. Os protagonistas, a britânica interiorana branca Elizabeth Sommers (Brenda Blethyn) e o africano muçulmano negro Ousmane (Sotigui Kouyaté)cruzam-se de forma inesperada: ambos procuram seus filhos em Londres, possíveis vítimas dos atentados simultâneos a ônibus e metrô que ocorreram em Londres em 2005. Ator e atriz dão um banho de interpretação, fazendo com que os espectadores sintam a forte emoção da dor de pais que procuram seus filhos desaparecidos. Sommers, com seu medo e preconceito, seu desespero, entra em conflito consigo mesma ao ter que lidar com o fato de que sua filha vivia com o filho de Ousmane, e de que, de alguma forma, sua vida estava ligada àquele homem silencioso, expressivo, e que segue, como ela, obstinadamente, atrás de notícias dos jovens desaparecidos. 
O cinema perdeu esse grande ator, Kouyaté, morto aos 73 anos, em abril de 2010.

sábado, 26 de março de 2011

oásis

Estamos construindo nosso refúgio, nosso oásis. Um espaço onde o tempo tem outro significado, e onde o riso faz o cansaço do dia ficar mais leve.

terça-feira, 22 de março de 2011

Dodoi

Achei que não iria pegar gripe este começo de outono, me enganei. Doi tudo, cabeça, corpinho,e dá pouca vontade de fazer qualquer coisa diferente de dormir e dormir. 
Sabe o que estou querendo? Colinho, cafuné e beijinho. Com direito a chá, cobertor e carinho.
Nada mal, não é?  

quinta-feira, 17 de março de 2011