...é para poucos e bons. As chuvas cederam e agora o friozinho nem incomoda tanto. Enquanto isso, vou tomando chá de acorda Bau.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Parece que faz décadas
...que não escrevo nada aqui. Mas as luzes começam a despontar no fim do túnel. Estou respirando novamente.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Ando tão à flor da pele...
...que nem tenho acessado meu bloguinho. Para vocês imaginarem, não tenho nem lido o blog da Lola diariamente como fazia. Ali exercito cidadania e raciocínio, e saio um pouco de meu umbigo para preocupar-me um pouco com questões mais importantes que eu. Mas acho que tudo é fase, e, apesar de agora estar nesta fase ruinzinha de auto-complacência, ao mesmo tempo estou me questionando o tempo todo, tentando sair desse lugar. Às vezes relaxo, às vezes me estico. Um paradoxo total. Mas acho que não adianta eu querer arrancar coisas de mim que não consigo. Devagar vou me reerguendo internamente, afinal tem sido uns baques meio fortes. E aí só chorar libera um pouco o peso que me invade a cabeça, que movimenta meus atos. Melhor, neste momento, ficar parada e não mover um dedo.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Reflexões 4
Estou me destruindo por dentro para poder me reconstruir desde a base; reformas deixam rachaduras e infiltrações.
terça-feira, 6 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
sábado, 27 de março de 2010
Outono
Será que é a entrada do outono que me deixa assim pensativa e angustiada? O que poderia minimizar a sensação de inquietude, a vontade de voar como aquele pássaro lindo, um papagaio verde enorme que hoje, pousado no cinamomo vizinho, comia as frutinhas numa aparente tranquilidade digna de uma pintura? Na inquietude eu queria voar, mas igualmente queria ter os pés no chão assim como estava, um pouco touro, um pouco aquário, indecisa entre a aventura, o risco, e a segurança do conhecido, do lar silencioso e soturno desses dias nublados.
Cheia de coragem me declaro livre e tento alçar vôo, mas as asas me faltam naquele instante e, perplexa, sinto que já não preciso voar, já senti o prazer do vôo e estou novamente a sentir a mesma sensação de estranhamento. Não sou eu. É a fuga de mim, é a fuga do que me prende à terra. Deliciosa parte de mim que não precisa se justificar por essas vontades, que as abraça e as bebe. Deliciosa parte de mim que sofre e se recupera depois que a noite cai.
Cheia de coragem me declaro livre e tento alçar vôo, mas as asas me faltam naquele instante e, perplexa, sinto que já não preciso voar, já senti o prazer do vôo e estou novamente a sentir a mesma sensação de estranhamento. Não sou eu. É a fuga de mim, é a fuga do que me prende à terra. Deliciosa parte de mim que não precisa se justificar por essas vontades, que as abraça e as bebe. Deliciosa parte de mim que sofre e se recupera depois que a noite cai.
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