Naquela noite pedi um shot de ostras. Para quem não sabe, shot de ostra é um pequeno copo cheio de suco de tomate temperado com uma ostra crua no fundo. A gente toma aquele suco apimentado, maravilhoso, e degusta a ostra macia ao final. O paladar agradece a iguaria. Digna de vários orgasmos, gratificantes orgasmos, prazer do bom prato numa boa mesa. Para beber, o vinho, há gente que goste do branco, leve, eu sou mais do tinto, um pouco masculina para aquela pequena pérola que se desfaz em minha língua. Pedi vários shots, a bem da verdade, pois um só não satisfaz ao paladar exigente. Saciada a gula, saciada a sede, me sinto atraída pela linda barra de chocolate, que vem adoçar o café ao final da refeição. O chocolate derretendo nos dedos, lambi as mãos, feliz como uma criança em dia de festa. A combinação foi perfeita. Ostras e chocolates.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Coisinhas do dia a dia
Agora que recomecei a falar de comida a coisa deslancha. Hoje fiz um almoço super simples, mas de dar água na boca. Olha, vejam só: Alface, tomate e cebola como salada, arroz e feijão fresquinho, e carne moída, feita no azeite de oliva com cebola, alho, tomate pelado e alcaparras. Delícia. Depois fui para o continente para dar aulas.
Vinha da Unisul pensando porque a nossa ponte não tem lugar para pedestre caminhar, e logo pensei em como a arquitetura é algo longe de nosso dia a dia. Meu pai era arquiteto, e talvez por isso eu tenha conhecido um padrão estético que normalmente não vejo nas paisagens. O que é funcional, não é bonito, e o que é bonito não costuma ser funcional. Enfim, são dois padrões. Fazer um edifício ou uma casa bonita significa ter um monte de problemas funcionais a gerenciar. No entanto, se você opta por um edifício ou casa funcional, tem que aguentar a barra de ficar num lugar absolutamente comum, sem nada que faça seus sentidos se alegrarem. Uma caixa de ferramentas. Será que alguém vai trazer vida a Florianópolis e fazer deste paraíso de lugar um lugar arquitetonicamente habitável?
Vinha da Unisul pensando porque a nossa ponte não tem lugar para pedestre caminhar, e logo pensei em como a arquitetura é algo longe de nosso dia a dia. Meu pai era arquiteto, e talvez por isso eu tenha conhecido um padrão estético que normalmente não vejo nas paisagens. O que é funcional, não é bonito, e o que é bonito não costuma ser funcional. Enfim, são dois padrões. Fazer um edifício ou uma casa bonita significa ter um monte de problemas funcionais a gerenciar. No entanto, se você opta por um edifício ou casa funcional, tem que aguentar a barra de ficar num lugar absolutamente comum, sem nada que faça seus sentidos se alegrarem. Uma caixa de ferramentas. Será que alguém vai trazer vida a Florianópolis e fazer deste paraíso de lugar um lugar arquitetonicamente habitável?
domingo, 29 de novembro de 2009
O acarajé da Madá
Ontem à noite, após a cerimônia das cinzas de nosso amigo, decidimos nos reunir no Café Laguna. Tomamos uma cerveja e depois fomos a um lugar incrível, perto de casa, muito simpático, cheio de gente alegre e de astral positivo. É a casa da Madá, onde ela serve o acarajé mais delicioso que já comi. A casa é linda, de tijolo à vista, com cerca de jasmins e gramado impecável, cadeiras e mesas para todos. Dentro, um banheiro limpíssimo (ai, eu, que sou histérica com banheiros, achei demais de bom!) e a cozinha cheirosa de dendê! Tomamos mais uma cerveja saboreando o maravilhoso acarajé e nos despedimos na rua de terra, perto da cerca viva da Madá, à luz da lua que brilhava no céu estrelado do Rio Tavares. Quem nunca viu o céu daqui precisa vir para viver essa experiência. Acho que só tinha visto um céu assim nos anos 70, quando Itanhaém ainda era uma cidadezinha linda e limpa.
Escondidinho de camarão

Puxa, gentes, fazia tempo que eu não escrevia nada sobre comida, apesar de continuar saboreando finas iguarias quase semanalmente. Sábado dou aulas até meio-dia e saio louca para fazer arte. Passei no super, comprei camarão médio, mandioca e salsinha. O resto eu tinha em casa. Cozinhei a mandioca com pouco sal e depois bati no liquidificador com leite de côco. Numa panela à parte refoguei os camarões,cebola em rodelas finas e salsinha, levemente temperados, com azeite de oliva. Quando cozidos (é super rápido), coloquei num refratário um pouco da massa de mandioca, os camarões por cima, uma camada de queijo parmesão ralado e por cima mais uma camada da massa de mandioca. O resultado foi um escondidinho de camarão delicioso, leve, com gosto de quero mais! O André e eu devoramos com salada de alface.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Carne de sol e tapioca
Ontem à noite comecei a escrever, mas o computador ficou de mal de mim! Depois do trabalho, o lazer. Há duas semanas, mais ou menos, inventei de fazer uma carne de sol, tendo guardado na memória os passos para se fazer essa maravilha. Bem, contar os passos já é outra história, só vou dizer que funcionou, e ficou como manteiga (que me perdoem os vegetarianos). Desfiadinha, macia, saborosa.
Depois de aberto aquele tradicional vinho chileno tinto seco, meu preferido, apesar do calor, fiz umas tapiocas com polvilho doce e azedo que, por sorte, tinha em casa. Aberta a tapioca na frigideira, espalhei um pouco de manteiga (não tenho de garrafa, mas tenho Aviação) sobre ela, coloquei um pouco da carne de sol, previamente refogadinha com cebola em rodelas e pedaços grandes de alho, dobrando-a ao meio.
O resultado, gente, foi demais, tapioca macia com um recheio de se comer de joelhos. Meu filho André, que gosta de miojo e salsicha, elogiou, e muito. Para vocês verem que não estou fazendo propaganda à toa do prato.
Depois de aberto aquele tradicional vinho chileno tinto seco, meu preferido, apesar do calor, fiz umas tapiocas com polvilho doce e azedo que, por sorte, tinha em casa. Aberta a tapioca na frigideira, espalhei um pouco de manteiga (não tenho de garrafa, mas tenho Aviação) sobre ela, coloquei um pouco da carne de sol, previamente refogadinha com cebola em rodelas e pedaços grandes de alho, dobrando-a ao meio.
O resultado, gente, foi demais, tapioca macia com um recheio de se comer de joelhos. Meu filho André, que gosta de miojo e salsicha, elogiou, e muito. Para vocês verem que não estou fazendo propaganda à toa do prato.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Dos jantares
Sou parada por culinária. Gosto de experimentar as mais variadas comidas, sejam exóticas ou não, desde uma dobradinha com feijão branco até um salmão ao azeite e amêndoas, do curry e chilli ao sashimi e ao delicioso ceviche. Enfim...mas há coisas que não me apetecem, não sou fâ de carnes gordas (digamos que ao menos não sou fã das gorduras das carnes), nem de peixes de rio. Não aprecio rim nem miolo, e não achei muito boa a parrillada argentina servida em alguns restaurantes, as carnes vieram secas, queimadas, e seu gosto era ativo demais. Além disso, a quantidade absurda de comida já deixa qualquer um cansado, só de olhar. Bem, mas adoro cozinhar, tirar fotos dos pratos e adoro apreciar a cozinha de minhas amigas. Fizemos há alguns dias um jantar maravilhoso em que bebemos cabernet sauvignon ou cerveja, suco para as abstêmias, e o cardápio, vegetariano, foi incrível: pão de alho e pão integral caseiro, salada de tomates sem pele e sem sementes cortados em pedaços grandes e temperados com ervas, ricota esfarelada com ervas e berinjela com tomate seco no azeite. Sobremesa, um mix de banana, maçã, manga e açúcar mascavo feito ao forno. Infelizmente, não fotografamos os pratos. Foi demais.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
O jantar
O jantar de hoje foi maravilhoso, nos esbaldamos em queijo de coalho feito em fatias na frigideira com tomate e coentro; castanha de caju; costelinha de porco assada no forno, servida com macaxeira ao molho de cebola em rodela com alho, suco de limão e laranja lima no azeite quente, com o complemento de farofa de cuscus com feijão de corda. Cerveja, bom vinho tinto e vodka foram as bebidas e para sobremesa, sorvete. Boa conversa, boas amigas, foi uma noite gastronômica incrível! Dá para repetir, com certeza!
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