Já perceberam que melhorei, não é? Ainda não vou cantar vitória, mas parece bem animador, o prazer está voltando e os sintomas indo embora devagar. Algumas pequenas recaídas, enfrento a fera, respiro fundo e procuro ver se passa. Cuidar de mim e do jardim já são bons sinais. Chego à noite do trabalho, ligo o computador, verifico e respondo os e-mails, vejo o orkut, vejo fotos, mando mensagens, comento, procuro familiares e amigos antigos tomando uma taça de vinho tinto. É uma forma divertida de me distrair, principalmente vendo fotos e procurando fotos para subir no meu perfil. Às vezes encontro amig@s no msn e teclamos um pouco, mas em geral já é muito tarde, pouca gente acordada nesse horário. É divertido, me distrai do cotidiano. Não consigo ler depois do trabalho, pois fico desatenta, dispersa, então prefiro brincadeiras, bate-papos, ou filmes. Até que as fadinhas do sono venham me buscar e me levar para seu mundinho encantado.
quinta-feira, 11 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
Encontros caóticos
Hoje almocei com uma amiga querida, Lolita, que mora aqui em Floripa, veio de São Paulo como eu, mas que não via desde - incrível -...sei lá, desde há muito tempo. Almoçamos num restaurante vegetariano no Pantanal e matamos a saudade, aliás, alimentamos a vontade de nos reencontrarmos para mais conversas. Porque, quando você encontra alguém interessante e que tem um papo gostoso e cheio de idéias, propostas, conteúdo, é tudo que se quer. Falamos por horas, ouvi dela novas formas de encarar a vida, e de confirmar que o caminho que tomei em minha vida foi um dos melhores que poderia ter tomado, para não dizer o melhor. Afirmar leva uma dose de arrogância que não tenho (infelizmente?). Ela me falou sobre as certezas e sobre o caos, e eu falei sobre a ação. Tivemos uma interação que considero produtiva e revigorante, e nos despedimos tomando café no delicioso ambiente do Manhattan 44, um mercado na Carvoeira, lugar que me traz a memória de meus anos de moradora ali, e dos muitos lanches maravilhosos que Eliana e eu tomamos naquele lugar. Sanduíche de pão integral com queijo branco e tomate e vitaminado. Delícias de quem pode comemorar os muitos amigos que tem.
Casas e jardins!!!
Acho que ainda existe uma revista chamada Casa e Jardim, não existe? Bem, eu não compro revistas há séculos, faço parte da camada da população que tem que escolher entre a revista e um item do almoço. Mas sempre que posso faço um "agradinho" a meu jardim e, claro, a mim mesma, plantando árvores frutíferas. Gosto muito de colher a fruta no pé, poder compartilhar com outras pessoas das delícias de frutas recém colhidas, fresquinhas. Então que neste meio tempo estou com um pé de côco-anão, um de acerola, um de tangerina, um de laranja, dois de pitanga, um de jaboticaba,um de araçá e um de graviola, todos crescendo verdinhos graças aos cercados que o Ricardo e Paula, os jardineiros, colocaram em volta das árvores para protegê-las da Coca-Cola, minha labradora vira-lata que adora devorar árvores e fazer enormes túneis em busca do desconhecido. Hoje pela manhã já chupei uma laranja recém colhida, que me renovou as energias.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Leituras
Hoje foi meu primeiro dia no curso de Leitura e Produção Textual para um grupo da primeira fase de futuros engenheir@s de produção e engenheir@s ambientais. A aula foi muito produtiva, uma vez que nos engajamos em uma discussão super interessante sobre o hábito de ler, sobre o tipo de leitura que normalmente fazemos hoje em dia. Tive a oportunidade de ler para meus alunos um trecho de "Viagens de Gulliver", pertinente para o assunto que abordaríamos. A atenção dos alunos era gigante. A leitura dramática e a inserção do texto em um contexto sócio-histórico foi bem importante para despertar o interesse dos alunos. Jonathan Swift ficaria bem feliz ao nos ver hoje na sala de aula e com certeza nos dedicaria um de seus ácidos comentários. Seria uma honra!
terça-feira, 2 de março de 2010
Planos
Quando passo por algum período meio crítico dos pensamentos depressivos, me confortam os planos para as atividades futuras. Esses planos são um chão para eu pisar quando a cabeça não quer muito acompanhar o corpo, e fico num limbo meio estranho, em que nada parece me dar a sensação de prazer. Acho que o pior da depressão é tirar da gente a capacidade de sentir prazer. Amigos me paparicam, o trabalho vai bem, os filhos me ligam, minha mãe está bem de saúde e me passa vários e-mails engraçados e bonitos, mas eu não consigo ter a sensação de prazer. Será que é só mesmo questão de medicação? Acredito que sim. Enquanto estava medicada, tinha essa sensação, agora estou ficando triste. Pode ser uma adaptação, mas está sendo difícil, principalmente porque estou tendo consciência do processo. Mas, apesar das dificuldades, estou tentando manter o foco nos planos para trabalhos futuros, e isso está me dando um bom alento. Estou me inscrevendo em um curso para poder trabalhar também em um comércio de uma amiga, assim terei duas fontes de renda melhores um pouco. Isso também me deixa mais segura, pois não é fácil ser horista. Se vierem uns freelas, eu agradeço. Escrever também me faz bem, é terapia. ajuda a refletir e buscar soluções para viver melhor e me relacionar melhor com as pessoas, com o mundo. Vou contando as coisas da semana.
segunda-feira, 1 de março de 2010
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