sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Feliz Ano Novo!
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Para um amor
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
poema
domingo, 5 de dezembro de 2010
3 de dezembro
Não à violência contra as mulheres

O quadro diz o seguinte: 45% das mulheres já levaram bofetadas, foram chutadas ou apanharam; 75% das mulheres que apanharam tentaram cometer suicídio; 77% dos homens se sentiram ameaçados se suas mulheres não os ouviam; e 55% das mulheres sentem a violência como parte normal de seu casamento.
E nós, o que faremos em relação a isso?
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Carinhos
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Os bons momentos da vida
sábado, 6 de novembro de 2010
Encontros e outros sonhos
Vinha lendo A trombeta de vime (César Aira) e encontrei um trecho que se dirigia a meu estado de espírito, que reautorei aqui: Estava deprimida, sentia a inutilidade de tudo, olhava à volta desconsolada por não encontrar fora o que não encontrava por dentro; é verdade que poderia ser resultado de cansaço, que injeta um terrível veneno na sensação de prazer e alimenta a sensação de melancolia. Mas, subitamente, quando achei que não haveria saída para essa questão, descobri em mim o desejo de contar histórias. Diz Aira: "Penetrou em mim, e tudo começava. Quem sabe de onde viera. Pouco importava! Ela não precisava nem sequer tomar forma, embora na Literatura a forma seja tudo. Bastava-lhe deixar que em volta do ponto encefálico onde se alojara, como um espinho cravado no pé, se espalhasse seu chá de êxtase. O velho mundo que um minuto atrás me dizia seu desalentado "para quê?”, agora me sussurrava um risonho "você pode"". Foi pensado nessas coisas que vi quando as duas figuras coloridas chamaram a atenção de Bárbara em meio às poucas pessoas que ainda caminhavam pelo jardim. Atrás das árvores, conversavam, trocavam olhares e risos, enquanto esperavam por ela. A aproximação de Bárbara fez seus sorrisos se esvanecerem, e, por trás dos olhos, os tons de curiosidade brilharam. Bárbara aproximou-se lentamente, e provocou seu olhar de curiosidade de volta. Abriu a boca, sussurrou algo incompreensível, mas que deveria ser um cumprimento, e baixou os olhos. Cumprimentaram-se, Bárbara levantou os olhos e olhou bem dentro daqueles quatro inquisidores pássaros sazonais que pareciam não querer compreender, mas estudar. Os sorrisos se abriram, os braços se abriram, os abraços quentes se espalharam. O medo foi se dissipando, a desconfiança se desmanchando entre as pétalas brancas que os lábios disfarçavam. Sentaram-se à vontade, como se o tempo e a distância não existissem. Histórias fluíram como se fossem verdades, e as verdades fluíram como se fosse histórias. As invenções do passado, aquela eterna verdade. Bárbara sentiu a nuvem se dissipando e sentiu a maciez das peles. Os cheiros, as marcas, as roupas que escondiam corpos sociais, nada lhe passou despercebido. Regou as plantas do jardim, plantas há tempos cultivadas e crescidas. Sentiu-se feliz por tê-las cultivado, o tempo só as fez mais belas e mais humanas. A proximidade das figuras coloridas desfez a insensatez e permaneceu sentada a sorrir, a escutar, a contar, a trocar. Houve quem pensasse um ser indivisível, tão próximas em um momento. Os pássaros se aninharam tranqüilos nas gaiolas, alimentados. Na hora da despedida, o docemacio dos botões se tocaram. Era hora da despedida. E foi então que me despedi, e senti que minha trombeta de vime disparou seus sons em direção à minha torre de marfim.
sábado, 30 de outubro de 2010
Faxina
O melhor horário...
Ontem tive que vir para casa, no final das aulas da manhã, e aproveitei para fazer yakissoba para nós três, André, João e eu. Para quem não se lembra, André é meu filho mais novo e o João é o filho do coração, que mora aqui conosco. O prato ficou muito bom e houve várias repetições. Usei frango na laranja para fazer o prato e o resultado foi fantástico, recomendo.
Hoje fiz salada de chicória e omelete com tomate, cebola e gengibre. Poderia ter dado mais força ao sabor com algum outro tempero, mas achei desnecessário. Depois, a fome era tanta...eu tinha pressa, os temperos acabaram ficando para a próxima.
Agora é hora do soninho, afinal, hoje é sábado, e até as professoras descansam um pouco. Beijos!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Sobre o "rodeio de gordas" e outros crimes
Bem, esse tipo de "brincadeira", comparável à de queimar um índio por "brincadeira" entre amigos, ou roubar a bolsa da prostituta no ponto de ônibus, arrastando-a e ferindo-a, ou mesmo "brincadeiras" de jogar alunos bêbados ou que não sabem nadar numa piscina, matando-os afogados, é inadmissível entre pessoas civilizadas.
O que fazer com uma sociedade que discrimina as pessoas dessa forma, achando que essas atitudes são "brincadeiras"? O que pensar, como agir, como educadora que sou, para que meus alunos e alunas compreendam a dimensão dessa covardia, dessa falta de civilidade e de respeito pel@ outr@?
Esse desrespeito é um crime, crime punível com processo, cadeia, expulsão da universidade. Se não há freio para esse tipo de atitude, se todos podemos fazer o que nos dá na telha, então como conseguiremos viver em paz? Como viver em paz conosco mesmos e com os outros, se estaremos sempre sendo vítimas de perseguições, de preconceitos, de agressões por nosso aspecto físico, nossa cor, nossa vivência sexual, nosso sexo?
Não consigo nem ter muitas palavras para descrever o que estou sentindo neste momento. Espero que essas atitudes sejam consideradas seriamente, como crimes contra a pessoa que são. Espero que todos e todas se solidarizem com os agredidos e agredidas e não deixem de protestar. Não se pode, impunemente, passar por cima de princípios básicos da vida em sociedade, passar por cima dos direitos constitucionais de liberdade e igualdade, passar por cima da ética, da moral e do respeito humano. Estamos cada vez mais selvagens, no mau sentido da expressão. Acho que animais selvagens nos dão uma lição de civilidade e respeito.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Ainda as eleições 2010
Nós e as eleições
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
As noturnas são as melhores
Bem, deixei esta postagem em suspenso e volto hoje. Estou um poço de emoções, e isso, se não é de todo bom, tampouco é de todo mau. Só fico mais impaciente com gente que se acha, e fico mais impaciente com minha forma tola de agir com gente que se acha. Pode dar problemas. Não sei se vocês também são assim, mas parece que de vez em quando eu busco confusão. Mas entre mortos e feridos salvaram-se todos. Ninguém vai viver melhor ou pior por causa do que eu disse, afinal, ainda estou para conhecer a santa que não tenha atolado o pé na jaca várias vezes na vida. Estou esperando a primeira pedrada. hsuahsuahusashuhaus
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Noturnas
Tive uma ideia
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Hoje
Novos contos
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Discursando sobre atitude
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Ainda falando do meu umbigo...
Mas por que algumas pessoas têm depressão ou não? Então, gente, algumas têm, outras não, assim como somos todos diferentes e ao mesmo tempo tão parecidos em tantas coisas. Muitas mulheres passam pela menopausa na boa, sem calores ou sofrimento, ou ressecamento, ou queda de bexiga. Outras sofrem de um ou outro sintoma. Outras sofrem de todos. Algumas usam hormônios, outras não, umas ficam com a pele e os cabelos secos e brancos, outras demoram bem mais. Muitas mulheres conseguem passar por esse período fazendo yoga, ginástica, ou participando de um grupo de dança e tomando chás, ou fazendo terapia e ficam ótimas. Outras fazem tudo isso e continuam enlouquecidas, com todas as descompensações e sofrimentos possíveis. E é exatamente para toda a diversidade de mulheres (falo das mulheres, porque não sou homem, estou falando do meu umbigo, já disse) que existem as terapias alternativas ou as medicações antroposóficas, alopáticas, homeopáticas, fitoterápicas, etc. Há massagens, terapias holísticas, gestalts, comportamentalistas, etc.
Eu, Bau, só consegui melhorar, me alimentar e sair do túnel sem fim com medicação. Tentei várias formas de segurar a onda, não houve jeito. Não tenho vergonha de dizer isso, surtei mesmo, e ainda surto sem medicação, e é para isso que a medicação existe, para trazer qualidade de vida, ajudar a produzir os hormônios do prazer que não se consegue mais. Isso eleva a auto-estima, traz reflexão, ajuda a gente a entender o processo. Mas a gente tem que ter humildade o suficiente para aceitar as limitações impostas por nossa máquina corporal. Quem quer estar doente? Ninguém. Mas se a doença está ali, instalada, não dá para ignorá-la. Todos sofrem junto com a gente.
Então, se vocês conseguem segurar suas ondas de ansiedade, calor, depressão, pânico, com terapias alternativas, chás, exercícios, ótimo. Mas se o sofrimento estiver insuportável, gente, nada como correr atrás do que vai te trazer paz novamente. Tenho 54 anos, puta saúde de ferro, sou animada, feliz e tomo 20mg de fluoxetina todas as manhãs, sim. E daí?
sábado, 11 de setembro de 2010
O amor (para Jan Leal)

quarta-feira, 14 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Amigos
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Patrícia Patrícia
Daqui vejo...
domingo, 27 de junho de 2010
Sob a lua cheia de Florianópolis
Florianópolis parece estar seguindo pelo caminho da especulação e do descaso. Entende-se que aqui o pedaço de terra vale uma pequena fortuna, com ou sem esgoto, com ou sem água. Como neste momento essas coisas não estão aparecendo muito, especula-se. Não falta muito para as misérias começarem a estourar. Algumas já estão aparecendo: a destruição na Praia da Armação e do Campeche, a ameaça à Lagoa do Peri, importantíssima para o abastecimento de água do sul da ilha. Aliás, são duas as ameaças ao Peri, uma é que o avanço do mar venha a contaminar a água doce, e a outra ameaça é a poluição em volta da Lagoa.
Amo passear pela Lagoa em noites de lua cheia, caminhar pela orla, ver o reflexo nas águas tranquilas. Muitas estrelas me acompanham nesses passeios. Gostaria de poder viver isso muito tempo ainda, e que meus filhos e meus netos também pudessem desfrutar desse prazer. É difícil visualizar futuro da forma como as coisas estão se encaminhando, mas vamos tentando fazer nossa parte, cuidando, limpando, conscientizando, evitando desperdícios, para que ao menos possamos recuperar um pouco daquilo que estragamos quando passamos pela vida.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
E não é que a coisa voltou?
sábado, 19 de junho de 2010
A dor do outro
Filhos que ajudam!
-Sopa de que, filhão?
E ele, bem contente responde:
- Ah, trouxe uma de batata doce!
Caladinha fiz meu cup noodles e subi para dormir. O André então me perguntou se eu não ia tomar a sopa, ao que respondi:
-Mais tarde um pouco, filhote, obrigada!
Imagina se eu tomo sopa de batata doce? Noooooooossssssaaaaaaa!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Só peru...
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Aiaiai de novo
terça-feira, 15 de junho de 2010
O alienista
Mas voltando ao alienista, quem será o louco, o que se encontra em posição de decisão sobre quem fica fora ou dentro? Bem, vale a pena ler. Depois você me conta como pode relacionar a história com sua vida. Com nossa vida.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Tudo clareando 2
segunda-feira, 7 de junho de 2010
tudo clareando
sábado, 5 de junho de 2010
Como eu queria ser
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Lagartas
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Amor
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Roda viva...
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Parece que faz décadas
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Ando tão à flor da pele...
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Reflexões 4
terça-feira, 6 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
sábado, 27 de março de 2010
Outono
Cheia de coragem me declaro livre e tento alçar vôo, mas as asas me faltam naquele instante e, perplexa, sinto que já não preciso voar, já senti o prazer do vôo e estou novamente a sentir a mesma sensação de estranhamento. Não sou eu. É a fuga de mim, é a fuga do que me prende à terra. Deliciosa parte de mim que não precisa se justificar por essas vontades, que as abraça e as bebe. Deliciosa parte de mim que sofre e se recupera depois que a noite cai.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Brincando de fazer poemas
sussurros risos chuvosos
delicados dias noites
calçadas molhadas curiosidade
catarse emoção
poeto-me assim
poeto você assim
poeto-nos enfim
quinta-feira, 25 de março de 2010
Coisas boas
1.receber um telefonema de carinho no meio do dia
2. sair do trabalho e tomar um vinho com uma amiga conversando sobre tantos assuntos quanto as estrelas que há no céu
3.receber um dinheiro da mãe quando a gente está a perigo
4. receber um torpedo de bom dia com palavras de carinho e beijos
5. receber orkuts amigos e carinhosos
6. ganhar um beijo gostoso dos filhos e noras
7. ganhar um beijo do filho enquanto ele diz que você é legal sem você ter feito nada naquele momento
8. tomar um café na Lagoa com as amigas
9. chamar a vizinha pela janela e ir tomar o café da manhã na casa dela sem preocupações
10. ir à praia e pegar jacaré com a bodyboard
11. receber o carinho e os rabinhos abanando da Coca, Pizza e do Chuchu, e ainda entrar em casa e ter o ronronar do meu gatinho Chico
12. passar uma tarde com as amigas lendo poesias enquanto elas arrumam o jardim
13. comer pão caseiro com café depois do jardim feito
14. receber um e-mail com beijos das irmãs
15. plantar árvores frutíferas no meu jardim
16. ver a lua pela janela do meu quarto
17. ver o sorriso largo dos alunos e sentir que nosso trabalho não é em vão
18. etc
Acho que tenho mais coisas doces que batalhas!
sexta-feira, 12 de março de 2010
Assembléia Legislativa, a casa do povo, muitas vezes a casa da mãe joana, ou: eu também quero uma bateria para mim!!!!
O atual presidente do legislativo, Gélson Merísio (DEM), segundo a reportagem, disse que pedirá explicações ao deputado, mas que acha que "a licitação deve ter sido parte de algo maior, e não há como um presidente, ou um diretor-geral ficar prestando atenção em DETALHES" (caixa alta minha). Criatura, queria ser eu então o presidente da Assembléia por uma assinatura para assinar uma casa, um carro, um emprego, e algumas coisinhas que me faltam, como por exemplo um aquecedor solar, uma piscina. Também preciso arrumar o portão da minha casa, comprar umas roupinhas novas e por aí vai.
Não se dê a desculpa de que o valor é pequeno, a bateria custou cerca de 5 mil reais. O problema não é o valor, são OS VALORES. Um presidente que assina uma licitação e uma compra sem ler detalhadamente os itens, é conivente com a bandalheira. Uma Assembléia que compra uma bateria para eventos da Assembléia é conivente com a bandalheira. Desde quando uma casa do povo faz festas e bailes desse porte? E para quê? Esse lugar deveria ser lugar de trabalho, de políticos interessados em estar a serviço do povo e não gozando de privilégios em benefício próprio.
Espero que encontrem o responsável por essa compra absurda e por tantas outras coisas absurdas que acontecem no âmbito da política.
A pergunta que não quer calar: qual del@s ali é @ baterista?
quinta-feira, 11 de março de 2010
Reflexões 3
quarta-feira, 10 de março de 2010
Encontros caóticos
Casas e jardins!!!
Acho que ainda existe uma revista chamada Casa e Jardim, não existe? Bem, eu não compro revistas há séculos, faço parte da camada da população que tem que escolher entre a revista e um item do almoço. Mas sempre que posso faço um "agradinho" a meu jardim e, claro, a mim mesma, plantando árvores frutíferas. Gosto muito de colher a fruta no pé, poder compartilhar com outras pessoas das delícias de frutas recém colhidas, fresquinhas. Então que neste meio tempo estou com um pé de côco-anão, um de acerola, um de tangerina, um de laranja, dois de pitanga, um de jaboticaba,um de araçá e um de graviola, todos crescendo verdinhos graças aos cercados que o Ricardo e Paula, os jardineiros, colocaram em volta das árvores para protegê-las da Coca-Cola, minha labradora vira-lata que adora devorar árvores e fazer enormes túneis em busca do desconhecido. Hoje pela manhã já chupei uma laranja recém colhida, que me renovou as energias.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Leituras
terça-feira, 2 de março de 2010
Planos
segunda-feira, 1 de março de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Chico, meu gato
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Memórias
Mas por favor não pensem que estou recriminando quem faz sexo casual, tem gente que não quer se envolver mesmo, que só quer curtir, e acho que está ótimo, cada pessoa tem sua forma de viver sua sexualidade. Depois, nem todo o mundo te acha o máximo, então ficar com alguém não significa que essa pessoa vai querer se ligar a você. Tantas coisas interferem nessa história, que é difícil falar da outra parte. Impossível, na verdade. O que posso é falar de mim, e de como eu, Bau, me sinto em relação a situações instáveis. Como boa taurina, quero muita estabilidade e conforto, mas com ascendente em aquário, viajo na maionese algumas vezes. Isso não tira o valor das relações, que podem ser maravilhosas de uma forma ou de outra. Já eu prefiro as estáveis.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Segunda de carnaval
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Calor pré-carnavalesco
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Mulheres e violência
Mas a minha pergunta é: por que os homens se comportam dessa maneira ignóbil, por que a sociedade continua criando essa gente sem amor? No início dos anos 1980, se não me engano, houve uma mini-série na Rede Globo chamada "Quem ama não mata", com Marília Pera e Cláudio Marzo, se não me engano. Típico casal em final de relacionamento, ele descarrega o revólver nela. Antes disso, tivemos o caso Ângela Diniz e Doca Street, e esse não foi mini-série. Fotos da casa deles em Búzios, onde o crime foi cometido por um Doca Street drogado, bêbado e enraivecido, que matou a mulher, provavelmente drogada, bêbada e enraivecida também. Mas ele atirou nela. Várias vezes. Há pouco tempo vivi um drama bem próximo de mim, com minha ex-namorada, que acabou tristemente. Desta vez o agressor acabou levando a pior, mas só porque morreu antes de conseguir matar alguém. Drogadito, volta e meia agredia a ex-mulher e ameaçava matar os filhos. Foi trágico da mesma forma.
O que podemos fazer para conter essa onda de violência, a necessidade de "possuir" a outra pessoa, não lhe dando espaço para viver outras relações, ser feliz com outras pessoas? Acho que a escola e a ética familiar, acima de tudo, pode ajudar a mostrar o caminho para essas pessoas. Temos que mudar a mentalidade de gente acostumada a ter tudo, a não abrir mão de nada, a não respeitar o outro, a tomar o que quer seja por bem ou por mal. Se formos por esse caminho, quem sabe teremos menos violência de gênero em nosso país.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Doenças de criança
Verão, verão
Uma dor de ouvido chatinha tem me deixado longe do mar por estes dias, mas hoje vou ao médico. Preciso voltar à academia e ao bodyboard...amei.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Ostras e chocolates
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
As visitas
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Férias ainda, ainda bem
domingo, 17 de janeiro de 2010
Reflexões 2
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Perdas
Hoje para mim é um dia triste, pois perdeu-se uma pessoa que, embora já perdida, era jovem. Poderia não ter se perdido? Poderia ter sobrevivido à força do vício? Poderia ter vencido o crack? Não conseguiu. Ele sabia que nunca teria força para deixar o crack. Mais um jovem perdido para as drogas, e com isso perdemos todos nós, seres humanos. Não o conhecia pessoalmente, mas sei da batalha da família, do sofrimento que causava a si e aos outros. Acendi um incenso em sua memória, agora que ele está em paz.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Sonetos e sonetistas
Há uns dias estava limpando minha estante, quando me deparei com um livrinho chamado Madrugada, publicado em 1921, no Rio de Janeiro, com poemas, na maioria sonetos datados de 1915 e 1916, de meu avô Renato de Castro Lima. Bruno estava aqui em casa passando férias, e mostrei a ele o livro. Ficamos encantados, pois não sabíamos dessa faceta de meu avô. Bruno nem chegou a conhecê-lo, o que descarta a possível influência dele na criação artística do neto.
Sei que nossa família é toda meio performática, meus pais tocavam piano, minha mãe escreve muito bem, meu pai tocava gaita e era um desenhista incrível (era arquiteto), meu sogro era clarinetista, Bruno tocou tuba e teclado, atuou em mímicas e teatro, meu ex-marido foi ator e toca violão e canta, Daniel canta e toca um pouco de violão e André tocou teclado durante muito tempo e e extremamente musical. Eu mesma escrevi muitos poemas e ainda escrevo contos, mas nunca sonetos. Toquei piano, atabaque, cantei. André fala e escreve em inglês fluentemente, sem nunca ter viajado ao exterior e agora está aprendendo japonês. Tem uma habilidade incrível para aprender línguas estrangeiras e para ritmos. Enfim, uma família cheia de gracinhas e musicalidade, e o dom da palavra, escrita ou falada. Mas sonetos... isso é herdado do avô paterno, tenho certeza. Como explicar esse dom? Nao vejo outra possibilidade. Bem, mas para terminar esta divagação, vou publicar aqui um dos sonetos de meu avô, com a mesma grafia antiga que está no livro. Tentei pegar um dos sonetos do Bruno para postar também, mas o blogspot estava muito lento e não consegui acessar:
ARTE (1915)
A´s vezes, alta noite, quanto venho
-rumo de casa - descansar da luta,
olhando a lua doce e branca tenho
o pensamento longe da labuta...
Acceito a vida, ás vezes como um lenho,
outras como uma taça de cicuta, -
e como fica, então, menos ferrenho
o interesse com que ando na disputa...
Mas, o continuo anseio de ser grande
na arte do verso que cultivo e estudo,
minha alma em sonhos se engrandece e expande...
Arte! Como é sereno teu poder!
Na protecção que encontro em teu escudo,
acho todo o incentivo de viver!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Banco do Brasil e sua clientela indesejada
Engarrafamentos na Ilha de Santa Catarina e as idéias de jerico dos governantes
O que nossos políticos e seus "grandes lançadores de idéias" tem que ter em mente, antes de mais nada, é lembrar que ganhamos em reais, e não em dólares, euros ou libras, e que nosso sistema de transporte é de terceiro mundo, cobrando taxa de primeiro mundo. Não ao pedágio, não às taxas exorbitantes, não aos maus políticos e suas idéias mirabolantes para tirar mais dinheiro d@s trabalhador@s, sim ao bom transporte público, ao preço decente de passagens,ao respeito pelo público, às calçadas em bom estado, às ruas pavimentadas e à rede de esgoto e cuidados com as praias e as áreas preservadas. Não à especulação imobiliária desenfreada, não às construções irregulares, não à sujeira e à podridão das propinas.
Ah, esqueci de comentar...todos reclamam que os caminhões que entregam CERVEJA não conseguem chegar em tempo hábil no norte da Ilha ou outros lugares! Caramba, estamos numa ILHA! Que tal usar o transporte marítimo?
Mais novidades das férias
A Ilha do Campeche é um pedaço de céu na terra, águas mansas e quentinhas, ao menos nesta época. O trajeto da Armação até a Ilha é feito em embarcação de pescadores com coletes salva-vidas e leva uma meia-hora, talvez. Vive uma enorme quantidade de quatis na ilha, então a gente tem que cuidar com bolsas e chinelos, para que eles não levem para o mato, principalmente se houver lanche nas bolsas!
Nestes dias fiz alongamento, joguei frescobol, passeamos na Praia da Daniela, também (acho esta praia sem-graça, mas o Bruno e o João andaram de Banana-boat, que agora não joga mais as pessoas na água). Ray e eu ficamos jogando.
Ontem fomos à Praia do Campeche, e depois Bruno fez um churrasco de despedida. Ele e Ray voaram de volta ontem à tarde. Vou sentir saudade dos meus filhotes, mas logo voltam. Espero que venham para o carnaval. Ainda bem que o André está aqui, me distrai um pouco nesta transição de casa cheia para casa vazia. Também decidi alugar o quarto dos fundos para o amigo do André, o João, assim algumas despesas se pagam.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Dia primeiro de 2010
Continuo inventando coisas novas e divertidas para as férias! Estou curtindo muito, me divertindo muito, aproveitando muito. Hoje fomos andar de caiaque na Lagoa da Conceição. Pela primeira vez na vida remei sozinha num caiaque individual, passeei no meio da Lagoa, me senti numa paz enorme no meio daquela água toda e eu, sozinha com meus pensamentos. O dia estava lindo, pouca brisa, perfeito para remar. Havia muita gente na água, caiaques, pedalinhos, barcos diversos, muitas crianças, famílias. Depois de remar, fui com meu filho e minha nora comer uma sequência de camarões, não me lembro o nome do lugar, mas é quase em frente do lugar onde remamos. Bem servido, não precisamos nem jantar. Depois resolvemos ir à praia da Joaquina, pois minha nora não conhecia. No caminho paramos num bar de snooker e quisemos jogar. As mulheres contra o Bruno. Claro que ganhamos, é óbvio, dois a zero, sem chance para o coitadinho...
Depois fomos à Joaquina e fomos obrigados a confirmar o que nos haviam dito: o trânsito está caótico. Da Joaquina até a Av. da Rendeiras levamos quase duas horas. Não há o que fazer, tem que esperar. Aproveitei para caminhar a fazer alongamento, e Bruno e Ray me pegaram já na Av. das Rendeiras, lá para a frente. E para coroar a noite, pedi que parassem o carro e mostrei a eles a lua, quase cheia, iluminando as águas da Lagoa da Conceição, um dos espetáculos mais lindos destas paragens!
Festa de Ano Novo
Passagem de ano é sempre divertida quando a gente está em grupos! Todos os "desgarrados" amigos se juntaram e fomos passar a meia-noite na casa de um casal de amigas. O jantar foi: arroz com lentilhas, perna de cordeiro com geléia de menta, salada, lombo assado com batatas e cebolas. Tomamos espumantes e frisante rosé. Mas antes da ceia fomos à praia do Sampbaqui para ver os fogos de artifício da Beira-Mar. Foi um espetáculo muito bonito e nós nos divertimos muito, pulamos sete ondas e comemos uvas! Depois voltamos para casa e dançamos até perto de 4h da manhã. Foi uma passagem de ano muito gostosa, boa comida, boa companhia e boa espumante. Tudo o que precisávamos para iniciar bem o ano de 2010!